BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Mulher

 

    Dia a Dia
  Para Francisco
  Strawberry Fields
  Aí eu virei e falei
  Entrando no mundo da Lua


 

 
 

   

   


 
 
Entre tantos outros...



Como terra seca

 

O que está saltando num dentro inteiro, permanece preso.

Assim mesmo sem nexo.

Pois, do que menos se fala nesta parte é delicadeza.

 

O silêncio é duro,

Completamente eficiente ao cumprir o seu papel.

Como ator ao interpretar as lágrimas secas que lhe caem dos olhos.

Inerte.

 

E das palavras não se ouvi nada, nem som.

Ruído constante como vulcão prestes a entrar em erupção.

E borbulha,ferve...

 

Nesse mar de tanta coisa dissolvente não sobra nada.

Nem cenário, nem risadas.

Raiva.

 

Perdido, como algo que já foi achado, ele perambula.

Andarilho.

 

É sobre o tempo que ninguém tem e mágoas jogadas no ventilador.

Sobre um coração desconhecido num corpo julgado.

São cores, roupas e sapatos descartados.

Importantes demais, valorizados demais.

Enquanto isso...

 

Direção contrária, foco embaçado.

Não só por isso,

Mas, da distância que gosto mais.

 

E não há quem grite e não seja escutado,

No entanto, meu grito foi abafado.

Pela beleza dos olhos dos outros,

Que não a minha.

 

Prioridades e conceitos que não os meus.

Procurando os olhos, em que olhos eu olhava?

 

Na tempestade um tronco de arvore é como aliada.

 

Que não entenda, não há nada.

Não há necessidade de compreensão.

Não mais,

 

Nem mais de dizer...

 

[...]O essencial é invisivel aos olhos,

E os seus pra mim sempre estão fechados...

 

Mais  dessa vez,sou eu quem saio do quarto, apago a luz e 

  

 fecho a porta...



Escrito por Danielle Cassiano às 19h45
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